Como tudo começou...


A loucura que me leva a ler livros com uma ânsia de terminar é a mesma que me deixa deprimida por dias após ler sua última frase. Tamanhas são minha paixão e fascinação, principalmente por romances que cheguei por muitas vezes a me imaginar como escritora de um grande Best Seller. Nunca soube sobre o que se trataria, mas tinha certeza de que saberia conduzi-lo depois que começasse. A falta de tempo e inspiração, e talvez até mesmo de base literária para tal, me fazem adiar esse sonho.

Continuei, entretanto, lendo. Apresente-me um bom romance e ganhe minha amizade eterna. Não pense que minha preferência seja essa por não gostar de outros estilos, muito pelo contrário. Gosto do que me faz sentir, viver e envolver. Por enquanto, meu envolvimento emocional com as histórias parte desse gênero.

Mais do que tudo isso, sempre achei egoísta da parte de muitas pessoas que ao lerem um livro que gostassem, guardassem a opinião para si. Bons livros devem ser lidos, recomendados e relidos. Todos têm o direito de saber sobre o que se trata e partilhar ou não de tal opinião. Mas para isso, é preciso que alguém comece o assunto, mostre o que lê, o que gosta e o que não gosta, e mais do que isso, opine sobre os assuntos retratados em tais obras. Isso não precisa ser um privilégio nem um dever dos grandes críticos literários, mas de qualquer um que se interesse pela literatura, de uma forma geral.

E por tantos encontros e desencontros mentais que cá estou. Preparando-me para, enfim, compartilhar o que fica em mim após o término de um livro. Não apenas aquela depressão pós-livro, mas também a imensidão de conclusões, reflexões e significados que somente um livro pode proporcionar.


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